Nesta quinta-feira, 20, o dólar apresentou uma alta moderada, alinhando-se à tendência da moeda norte-americana no exterior, mas fechou abaixo da marca de R$ 5,20. O aumento foi impactado pela declaração de “guerra econômica” do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao Irã, que provocou uma nova escalada nos preços do petróleo.
Com uma máxima de R$ 5,2019 durante a manhã, a moeda terminou o dia cotada a R$ 5,1933, resultando em uma valorização de 2,16% na semana. O dólar também avançou 2,42% em comparação ao mês anterior, após um recuo de 1,79% em julho, enquanto as perdas acumuladas no ano são de 5,39%.
Impactos do Cenário Global
O cenário global influenciou fortemente o comportamento do dólar nos últimos dias. Guilherme Loureiro, diretor de investimentos da Monte Bravo, destacou que as preocupações com as taxas dos Treasuries são mais políticas do que de solvência, mas a principal questão permanece sendo o impacto da guerra na inflação global.
Desempenho do Real e do Petróleo
O real, embora tenha acompanhado o comportamento das demais moedas emergentes, apresenta o pior desempenho em agosto, reflexo da redução da exposição de investidores estrangeiros a ativos brasileiros. Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, indicou que a cautela nos mercados se intensificou devido à escalada entre EUA e Irã, o que também pressiona o real.
As cotações do petróleo subiram mais de 2%, com o Brent sendo negociado na faixa de US$ 93 por barril. Trump anunciou uma rodada de medidas econômicas drásticas contra o Irã e prometeu aumentar a pressão sobre países e empresas que mantêm relações com Teerã.
Expectativas Futuras
Loureiro também projetou que, sob um cenário externo favorável e um desfecho da corrida presidencial que favoreça ajustes nas contas públicas, o dólar poderia oscilar entre R$ 4,50 e R$ 4,75 até o final do ano. Em contrapartida, num quadro negativo, a taxa de câmbio poderia ultrapassar R$ 6,00, podendo atingir R$ 6,50.
Fonte: midiamax.com.br


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