Economia preocupa eleitores dos EUA antes das eleições de 3 de novembro

Economia preocupa eleitores dos EUA antes das eleições de 3 de novembro

A economia preocupa os eleitores dos Estados Unidos às vésperas das eleições de 3 de novembro, que definirão se o Partido Republicano do presidente Donald Trump manterá o controle do Congresso. Preços altos, inflação persistente e o histórico econômico do governo estão entre os principais fatores de insatisfação.

Parte dos eleitores atribui a pressão sobre os preços às políticas de Trump, especialmente às tarifas e à guerra com o Irã. Embora o presidente não esteja na cédula, seu desempenho econômico é considerado durante a escolha dos candidatos.

Indicadores positivos contrastam com o pessimismo

Os indicadores econômicos apresentam um cenário misto. A taxa de desemprego ficou em 4,2% em setembro e não ultrapassou 4,5% por cinco anos consecutivos, o período mais longo já registrado. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego também estão próximos da menor marca em 57 anos.

O Conference Board registrou melhora na percepção dos consumidores sobre a oferta de empregos em outubro. O mercado de ações acumulou dezenas de recordes no ano, enquanto a economia dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% no último trimestre, o melhor desempenho do ano até então.

Os investimentos empresariais cresceram a uma taxa anualizada de 12,7% no último trimestre, impulsionados em parte pela demanda relacionada à inteligência artificial. O consumo das famílias de renda mais alta, beneficiadas pela valorização de ações, também ajudou a sustentar a atividade econômica.

Inflação mantém pressão sobre as famílias

Apesar dos números favoráveis no emprego, no consumo e nos investimentos, a inflação continua afetando a percepção dos norte-americanos. O impacto é sentido em despesas como combustível, contas de serviços públicos e refeições.

Pesquisas mostram uma deterioração geral do humor dos consumidores desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025. O indicador de confiança do Conference Board melhorou em outubro, mas o índice da Universidade de Michigan registrou uma baixa quase recorde.

Em declaração à CNBC na semana passada, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que as pesquisas podem parecer pessimistas, mas avaliou que o comportamento dos consumidores e das empresas permanecia sólido.

Fonte: midiamax.com.br