Eduardo Bolsonaro diz não temer deixar os EUA após avanço democrata

Eduardo Bolsonaro diz não temer deixar os EUA após avanço democrata

Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, durante entrevista ao influenciador norte-americano Joey Mannarino, que não teme precisar deixar os Estados Unidos após a eleição de muitos democratas para a Câmara e o Senado nas eleições de meio de mandato. A conversa ocorreu nesta quinta-feira (5), durante o Cpac.

Segundo Eduardo, questões relacionadas à revogação ou ao cancelamento de vistos não cabem ao Congresso. Ele também declarou que está em situação legal nos Estados Unidos, assim como sua família e seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL).

Na entrevista, Eduardo comparou sua situação à de mulheres refugiadas do Irã e disse que uma eventual deportação o levaria a uma “ditadura”. Ele também afirmou que existe um regime opressor no Brasil.

Situação judicial

Eduardo Bolsonaro é apontado na fonte como foragido da Justiça brasileira. Ele foi para os Estados Unidos em fevereiro de 2025, antes das denúncias, e permanece no país desde então.

Ainda conforme o material, ele atuou nos Estados Unidos para interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado, defendendo sanções contra o Brasil e ministros do país. Por esse motivo, foi condenado por coação no curso do processo em outubro do mesmo ano.

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil em 27 de outubro, dois dias depois de perder as eleições presidenciais para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A saída ocorreu, segundo a fonte, após o descumprimento de uma determinação da Polícia Federal para entrega de passaportes e proibição de deixar o país.

Flávio é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Os procedimentos apuram lavagem de dinheiro em sua relação com o advogado Willer Tomaz e pedidos de recurso financeiro a Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Em 2027, Flávio ficará sem foro privilegiado pela primeira vez em 24 anos.

Bancadas do PL

Apesar da derrota na eleição presidencial e das acusações de regime ditatorial no país, o PL, partido da família Bolsonaro, elegeu a maior bancada na Câmara dos Deputados. A legenda também formou maioria no Senado e elegeu sete governadores.

Fonte: midiamax.com.br