Fisioterapia Inovadora em Campo Grande: Santos e Fé de Paciente de 92 Anos Inspiram Exercícios

Em Campo Grande, o fisioterapeuta Caíque Galvão adaptou sessões de reabilitação para a paciente Margarida Souza Ferreira, de 92 anos, incorporando elementos da fé dela nos exercícios. Essa abordagem visa tornar a terapia mais leve e motivadora, aliando a atividade física à devoção espiritual.

Método que Une Fisioterapia e Fé

Enquanto realizava um exercício de fisioterapia, Margarida repetia nomes de santos, uma estratégia proposta por Caíque para integrar a religiosidade da paciente ao tratamento. Em um vídeo, ele questiona: ‘Quantos nomes de santos você consegue lembrar em 20 segundos?’, mostrando que o exercício estimula tanto a mente quanto o corpo.

Personalização do Tratamento

O fisioterapeuta, que tem oito anos de experiência com idosos, explica que a adaptação do exercício não altera o objetivo terapêutico, que é melhorar a coordenação e a funcionalidade dos membros superiores. Ao invés de realizar movimentos repetitivos, Margarida associa cada repetição a um santo, criando um vínculo significativo com o exercício.

Humanização na Fisioterapia

Caíque enfatiza a importância de conhecer a história de cada paciente antes de definir o tratamento. Elementos da vida pessoal, como profissões e hobbies, são utilizados para tornar as sessões mais significativas. Por exemplo, em outro caso, ele usou nomes de peças de aviões para um paciente que trabalhou como funileiro, estimulando tanto o sistema cognitivo quanto o físico.

Desafios na Reabilitação de Idosos

Os idosos frequentemente enfrentam desafios que vão além das limitações físicas, como medo de dor e insegurança. Para Caíque, é fundamental que o tratamento vá além dos exercícios, acolhendo e respeitando o tempo de cada paciente. Essa abordagem humanizada melhora a adesão ao tratamento e cria um ambiente de confiança.

Significado nos Exercícios

O fisioterapeuta acredita que quando os exercícios possuem significado para o paciente, eles se tornam parte de sua vida, e não apenas movimentos repetitivos. Caíque ressalta que a adaptação deve respeitar os valores do paciente, evitando imposições e promovendo uma reabilitação mais eficaz.

Fonte: https://primeirapagina.com.br

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