Organizações estudantis e sindicatos na França convocaram uma nova manifestação para a próxima terça-feira (13), após considerarem insuficientes as respostas do governo francês às suas reivindicações sobre melhorias nas condições de ensino médio. A porta-voz da Union Étudiante, Sabrine Kharbach, afirmou: “Enquanto não houver € 10 bilhões sobre a mesa, continuaremos nos mobilizando.”
Na última terça-feira (8), entre 266 mil e 450 mil pessoas participaram dos protestos. O ministro da Educação Nacional da França, Édouard Geffray, se reuniu com representantes das principais organizações estudantis e afirmou que anunciará em breve um ‘plano de emergência’ para atender a uma das reivindicações: a substituição de professores ausentes.
Protestos e condições de ensino
Dezenas de milhares de manifestantes voltaram a ocupar as ruas de Paris e outras cidades, denunciando a falta de substituição de professores, a sobrecarga de horários e as condições deterioradas das salas de aula. Na Praça da Bastilha, jovens subiram no monumento e agitaram a bandeira francesa, cantando o hino nacional, até serem dispersos pela polícia com o uso de gás lacrimogêneo.
Estudantes também bloquearam o colégio Hélène Boucher, um dos principais pontos de confronto na capital, com contêineres de lixo. O Ministério da Educação informou que 375 escolas estavam total ou parcialmente fechadas nesta quinta-feira (8).
Expectativas e tensões políticas
Desde o fim de setembro, estudantes têm se mobilizado por melhorias nas condições do último ciclo do ensino médio e por mudanças no sistema Parcoursup, de acesso ao ensino superior. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, reconheceu as preocupações dos estudantes, mas adiou decisões para o final de outubro, sem anunciar medidas concretas.
Os protestos ocorrem em um contexto de tensão para o governo, que busca aprovar um orçamento para 2027 com um forte ajuste fiscal de US$ 60 bilhões. Além disso, os eleitores deverão escolher o sucessor do presidente Emmanuel Macron no próximo ano.
Links e documentos citados
Fonte: midiamax.com.br

