O impeachment de Santiago Peña foi aprovado pelo Senado do Paraguai no fim da tarde desta sexta-feira (6), por 44 votos favoráveis e um senador ausente. A decisão afasta o presidente do cargo após a renúncia apresentada na quinta-feira (5).
Além de retirar Peña da Presidência, o julgamento suspende as garantias constitucionais que ele teria caso apenas renunciasse. Os advogados do ex-presidente afirmaram que devem contestar a decisão.
A Câmara dos Deputados já se preparava para votar a abertura do processo quando Peña renunciou. A crise teve relação com a intervenção no Ueno Bank, que provocou o bloqueio de contas e investimentos de aproximadamente 40% da população paraguaia. Mesmo com a renúncia, o processo continuou. A renúncia e a abertura do processo foram informadas anteriormente.
Crise no Ueno Bank
Segundo o Banco Central do Paraguai (BCP), a intervenção no banco foi decretada na terça-feira (3), depois que o índice de solvência da instituição caiu para menos de 50% do limite mínimo exigido por lei. Horas depois do anúncio, o presidente do BCP, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo a pedido de Peña.
O Ministério Público do Paraguai determinou a prisão de oito diretores do Ueno Bank. Conforme as autoridades locais, todos foram detidos. Entre os investigados que participaram de audiências no Palácio da Justiça, em Assunção, está o diretor Miguel Vázquez.
Nas semanas anteriores à intervenção, Peña havia descartado alertas sobre a situação financeira do banco. Em 27 de outubro, classificou a investigação administrativa do BCP como uma questão técnica e pediu calma. O ex-presidente possuía ações de um grupo que controlava o Ueno Bank, mas se desvinculou em 2025.
Fonte: midiamax.com.br

