Moraes determina busca contra fonte de jornalista sobre carro usado por Dino

Moraes determina busca contra fonte de jornalista sobre carro usado por Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu nesta terça-feira (11) pela realização de busca e apreensão contra um ex-secretário do governo do Maranhão, identificado como Raimundo Cutrim. Ele é apontado como fonte de informações de um blogueiro que publicou sobre o uso de carros oficiais pela família do ministro Flávio Dino.

As investigações tiveram início após dados encontrados no celular do blogueiro Luís Pablo Conceição Almeida, que foi alvo da Polícia Federal em março. Nesta operação, um advogado também foi alvo de um mandado de busca, pois teria prestado assessoria ao blogueiro em suas publicações sobre o ministro.

Contexto da Investigação

A decisão de Moraes está sob sigilo e, até o momento, o STF não se manifestou sobre o assunto. O despacho menciona que a Polícia Federal detectou movimentações financeiras do advogado em favor do blogueiro, levantando a suspeita de que pagamentos estariam relacionados a publicações de interesse de Cutrim.

Um valor de R$ 100 mil foi apontado como utilizado na compra de um terreno. A defesa de Cutrim, liderada pelo advogado Berilo Freitas, expressou estranheza e preocupação com a decisão, afirmando que a investigação parece politizar a questão em vez de focar nas denúncias originais.

Denúncias e Respostas

Luís Pablo, o blogueiro, negou qualquer relação entre o valor mencionado e suas publicações sobre o ministro. A investigação está apurando uma suposta perseguição a Dino, incluindo o uso indevido de mecanismos estatais para monitoramento.

Além disso, os agentes estão verificando se houve acesso indevido aos sistemas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).

Reação de Flávio Dino

Em publicações anteriores, Luís Pablo alegou que Flávio Dino estaria utilizando um veículo oficial do TJ-MA para fins privados. Em resposta, Dino declarou que sua equipe foi alertada em 2025 sobre um monitoramento ilegal de seus deslocamentos em São Luís.

O gabinete do ministro afirmou que não houve uso irregular de veículos oficiais e que, diante dos novos fatos, providências adicionais de segurança foram solicitadas para ele e sua família.

Tramitação do Caso

O caso, inicialmente sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin, foi redistribuído para Alexandre de Moraes, que encontrou paralelos com o inquérito das fake news. A situação gerou preocupações, conforme manifestou Marcelo Rech, presidente-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Fonte: midiamax.com.br

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