Nesta quinta-feira (24), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo iniciou a terceira fase da Operação Carbono Oculto. A operação abrange diversos estados, incluindo Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Espírito Santo, com mandados de busca e apreensão sendo cumpridos em 29 endereços.

Foco das investigações
A investigação, batizada de Crédito Oculto, investiga um esquema de lavagem de dinheiro que envolve o uso de fintechs, fundos de investimento e empresas de fachada. O objetivo seria ocultar recursos ilícitos e facilitar a compra da Tobras Distribuidora de Combustíveis, uma das maiores do Brasil. Entre os alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, do Banco Genial, e o empresário Antônio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, que é apontado como operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Como funcionava o esquema
Os investigadores revelaram que a organização criminosa ocultou os verdadeiros proprietários de uma usina sucroalcooleira no interior paulista, que já foi identificada. A usina foi utilizada para adquirir a distribuidora e R$ 100 milhões teriam sido movimentados rapidamente por contas em fintechs até chegar à usina. Parte dos recursos foi aplicada em operações simuladas com Certificados de Depósito Bancário, além de aquisições de fundo imobiliário, garantindo que os imóveis permanecessem sob controle do grupo, mas fora do nome dos investigados.

Repercussão e manifestações
As empresas Banco Genial e Entre Investimentos não se pronunciaram até o momento. O espaço permanece aberto para quaisquer posicionamentos. Para mais informações, o público pode entrar em contato com a equipe do Jornal Midiamax.
Links e documentos citados
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- Rio de Janeiro
- Constituição Brasileira
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Fonte: midiamax.com.br

