Quarto mandato de Lula terá Congresso conservador e diálogo pragmático com Riedel

Quarto mandato de Lula terá Congresso conservador e diálogo pragmático com Riedel

O quarto mandato de Lula, com início previsto para 5 de janeiro de 2027, deverá ser marcado por negociações com um Congresso mais conservador e por uma relação pragmática com o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.

O PL terá 121 deputados federais e 28 senadores, as maiores bancadas das duas Casas. Para aprovar projetos, manter vetos, executar medidas anunciadas durante a campanha e confirmar indicações para cargos estratégicos, o governo deverá negociar com partidos de centro.

As primeiras articulações devem ocorrer em fevereiro, durante as eleições para as presidências da Câmara e do Senado. O resultado das disputas tende a influenciar a relação do Palácio do Planalto com o Legislativo.

Relação entre Lula e Eduardo Riedel em MS

Em Mato Grosso do Sul, Lula dividirá os próximos quatro anos de gestão com Eduardo Riedel, reeleito governador no primeiro turno. Apesar de estarem em campos políticos diferentes, a expectativa é de continuidade do diálogo institucional.

Riedel apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno e participou da mobilização da campanha no Estado. Depois da vitória de Lula, porém, afirmou que continuará trabalhando com o governo federal e cobrando investimentos, geração de empregos, inclusão social e redução das desigualdades.

Quarto mandato de Lula terá Congresso conservador e diálogo pragmático com Riedel
reprodução/The News

A tendência é de cooperação administrativa sem alinhamento político. Riedel deverá permanecer próximo da oposição e defender mudanças na condução econômica do País, enquanto dependerá da União para avançar em projetos estruturantes.

Infraestrutura está entre as prioridades

Entre as pautas que exigirão articulação com Brasília estão a recuperação da Malha Oeste, melhorias nas rodovias federais, acessos à Rota Bioceânica e a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, em Três Lagoas.

A retomada da UFN3 foi formalizada pelo governo federal em 2026. O empreendimento deverá receber mais de R$ 5 bilhões e tem previsão de entrar em operação em 2029. A proposta de recuperação de parte da Malha Oeste prevê aporte federal estimado em R$ 3,6 bilhões.

Também dependem de articulação com o governo federal projetos de habitação, saúde, saneamento, segurança de fronteira e infraestrutura urbana. A expansão da celulose, do agronegócio e do transporte de cargas aumenta a pressão por investimentos em rodovias e ferrovias de Mato Grosso do Sul.

Nos últimos quatro anos, Lula e Riedel mantiveram canais administrativos abertos apesar das divergências partidárias. Para o novo período, o cenário indicado é de oposição no campo político e parceria em ações consideradas importantes para o Estado. A análise foi publicada pelo Atualiza.MS.

Fonte: atualizams.com.br