A retomada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3) em Três Lagoas destaca Mato Grosso do Sul como um importante polo na conexão entre agronegócio, gás natural, indústria e segurança energética. As obras estavam paralisadas há mais de uma década e foram oficialmente reiniciadas pela Petrobras em junho de 2026.
Contribuições para o agronegócio
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enfatizou que a conclusão da UFN3 permitirá ao Brasil recuperar parte da capacidade de produzir insumos essenciais para a agricultura, diminuindo a dependência de produtos importados. “Produzir em solo nacional um insumo essencial para o nosso agro reduz a exposição a instabilidades do mercado internacional”, afirmou.
Produção e investimentos
A UFN3 será responsável pela produção de ureia e amônia, fundamentais na fabricação de fertilizantes nitrogenados. Atualmente, uma fração significativa desses insumos é importada, tornando os preços vulneráveis a flutuações cambiais e problemas logísticos. Com cerca de 81% da estrutura concluída, o projeto requer um investimento adicional próximo de US$ 1 bilhão para sua finalização.

Impacto no mercado de trabalho e economia local
Quando entrar em operação, prevista para 2029, a fábrica deverá produzir 3,6 mil toneladas de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia diariamente, atendendo até 15% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados. Além disso, estima-se que a retomada das obras irá gerar cerca de 7 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, e 4 mil oportunidades de capacitação profissional.
Papel estratégico do gás natural
A localização de Três Lagoas é estratégica devido à disponibilidade de gás natural, insumo principal para a produção de fertilizantes nitrogenados. O Gasoduto Bolívia-Brasil atravessa Mato Grosso do Sul, garantindo o abastecimento de diversas regiões do país. Silveira destacou que a UFN3 complementa a infraestrutura de transporte de gás já existente, reforçando a segurança no abastecimento nacional.
Para mais informações, consulte a retomada oficial das obras.
Links e documentos citados
Fonte: atualizams.com.br

