Rússia e China vetaram nesta quinta-feira (17) uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que visava renovar por um ano o mandato de especialistas responsáveis por monitorar as sanções reimpostas ao Irã devido ao seu programa nuclear.
As sanções, que incluem congelamento de ativos iranianos no exterior e restrições a acordos de armas, foram reestabelecidas em 27 de setembro de 2025 por meio do mecanismo de “snapback”, acionado por França, Alemanha e Reino Unido, conforme estipulado no acordo nuclear de 2015.
A proposta dos EUA foi derrotada com 11 votos a 2, enquanto Somália e Paquistão se abstiveram. A missão iraniana na ONU expressou agradecimento a Moscou e Pequim, afirmando que impediram mais uma tentativa dos EUA de manipular o Conselho para fins políticos.
Reações e Consequências
A vice-embaixadora americana na ONU, Jennifer Locetta, afirmou que os vetos não foram surpresa e ressaltou que o painel de especialistas poderia expor cooperações ilegais entre o Irã e seus aliados. Ela também alertou que a falta de monitoramento independente cria uma lacuna que beneficia o Irã.
O embaixador russo Vassily Nebenzia defendeu que o “snapback” é ilegal, o que fundamentou o veto à resolução americana. Por outro lado, o embaixador francês Jérôme Bonnafont, atual presidente do Conselho, destacou que as sanções são essenciais para incentivar o Irã a cumprir suas obrigações nucleares.
Fonte: midiamax.com.br

