Santa Casa de Campo Grande restringe atendimentos devido a dívida de R$ 810 milhões

Santa Casa de Campo Grande restringe atendimentos devido a dívida de R$ 810 milhões

A Santa Casa de Campo Grande anunciou uma restrição nos atendimentos em razão de sua crise financeira, que resulta em uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 810 milhões. O hospital acumula R$ 40 milhões em pagamentos atrasados a médicos.

Prioridade para atendimentos de urgência

A direção do hospital pretende priorizar pacientes que sejam encaminhados oficialmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em situações de urgência e emergência, enquanto busca renegociar contratos com as secretarias municipal e estadual de Saúde.

Atrasos nos pagamentos e restrições

Os atrasos nos pagamentos a médicos têm gerado dificuldades para a realização de procedimentos. O gestor provisório, Luiz Alberto Hiroki Kanamura, explicou que apenas pacientes com encaminhamento do Complexo Regulador Estadual (CORE) serão atendidos.

Situação dos profissionais de saúde

Seis especialidades médicas estão enfrentando atrasos nos pagamentos, como anestesiologia e cirurgia cardíaca. Médicos que atuam como pessoas jurídicas estão sem receber há quatro a cinco meses, levando a uma dívida de R$ 40 milhões com esses profissionais.

Crianças esperam por atendimento.
Crianças esperam por atendimento.

Negociações com as secretarias de saúde

A Santa Casa está tentando melhorar os contratos com as secretarias de saúde, visando um aumento no repasse mensal de R$ 32,8 milhões para R$ 37,4 milhões, embora o valor ainda seja inferior aos gastos mensais estimados em R$ 54 milhões.

Reação da Secretaria Municipal de Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande informou que não havia sido comunicada sobre a decisão de restrição de atendimentos e que o fluxo de encaminhamento de pacientes continua normalmente conforme o convênio vigente.

Cobrança do MPMS

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) alertou que o novo contrato da Santa Casa, que propõe um aumento de R$ 4 milhões nos repasses, não resolve a crise financeira do hospital. Durante uma audiência, foi estimado um déficit que pode chegar a R$ 19,7 milhões por mês.

Links e documentos citados

Fonte: primeirapagina.com.br