Moradores do Parque Dallas protestam após 72 horas sem energia

Moradores do Parque Dallas protestam após 72 horas sem energia

Moradores do Parque Dallas, em Campo Grande, realizaram um protesto neste domingo (13) após enfrentarem 72 horas sem fornecimento de energia elétrica. A falta de luz, consequência do temporal que atingiu a cidade na quinta-feira (10), tem causado prejuízos a famílias e comerciantes da região.

De acordo com Andrea dos Santos Silva Armoa, uma das moradoras afetadas, algumas quadras já tiveram a energia restabelecida, mas muitas outras permanecem no escuro. “Estou lutando contra o câncer e alguns dos meus medicamentos precisam ser refrigerados. Precisei transferir parte deles para a casa da minha mãe”, contou.

Os moradores fecharam as ruas José de Anchieta, Nicomedes Vieira de Rezende e Felipe Camarão com galhos de árvores derrubadas durante a tempestade. Eles buscam chamar a atenção das autoridades e da concessionária Energisa, que, segundo eles, ainda não identificou a causa dos problemas na rede elétrica.

Energisa se pronuncia sobre a situação

A Energisa informou que está atuando com mais de 800 profissionais nas ruas, incluindo equipes de outros estados, para restabelecer a energia. Até o momento, 99,2% dos clientes afetados já tiveram o fornecimento normalizado. A empresa está trabalhando em regime de escala 24 horas por dia para resolver a situação.

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Equipes da Energisa no local neste domingo (Foto: Paulo Zaccarias)

Em nota, a Energisa ressaltou que as equipes estão colaborando com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros para gerenciar a situação. Nos últimos 60 horas, foram retiradas 257 árvores da rede elétrica e 196 estruturas danificadas foram substituídas.

Estado de calamidade pública

Após os impactos do temporal, o poder público decretou estado de calamidade pública em Campo Grande. A Energisa continua mobilizada até que a energia seja restabelecida para todos os clientes afetados.

Para mais informações, os moradores podem entrar em contato com a redação do Primeira Página pelo WhatsApp, curtir a página no Facebook ou seguir no Instagram.

Links e documentos citados

Fonte: primeirapagina.com.br