Advogado pede cassação de Flávio Bolsonaro por quebra de decoro

Advogado pede cassação de Flávio Bolsonaro por quebra de decoro

Um advogado da Paraíba protocolou um pedido de cassação do mandato do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Conselho de Ética do Senado Federal. A solicitação de abertura de processo disciplinar foi apresentada nessa quinta-feira (29/10) e ainda aguarda a designação de membros para analisar o caso.

A iniciativa ocorreu após a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. No documento, o advogado Olímpio Rocha alegou que a evasão após a ciência de uma proibição judicial e o suposto descumprimento da ordem seriam incompatíveis com a dignidade exigida do titular de um mandato.

Rocha pediu que o Conselho de Ética receba a denúncia e se manifeste pela perda do mandato. No texto, também afirmou que a imunidade parlamentar não autoriza o descumprimento de decisões judiciais e que a apuração ética não depende de condenação criminal, desde que sejam garantidos o contraditório e a ampla defesa.

Como o pedido será analisado

O Conselho de Ética deverá fazer uma análise prévia para decidir se o processo terá prosseguimento. A petição pode ser arquivada de imediato caso falte legitimidade ao autor, não haja identificação clara do senador ou dos fatos, não exista contemporaneidade com o mandato ou o pedido seja considerado manifestamente improcedente.

Se houver arquivamento, o autor terá prazo de 2 dias úteis para recorrer ao Plenário do Conselho. Caso a denúncia seja aceita, ela se transforma em representação e um relator é sorteado entre os membros titulares. Depois, o relator apresenta parecer e relatório preliminar.

Entre as possíveis penalidades estão advertência, censura verbal ou escrita, suspensão temporária do exercício do mandato e perda do mandato. Quando a punição proposta for a cassação, a decisão do Conselho de Ética precisará ser encaminhada para votação final no Plenário do Senado Federal.

Saída do Brasil

Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), após ser derrotado nas eleições presidenciais. Em uma carta publicada depois, apresentou-se como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas o trecho foi apagado em seguida.

O Tribunal Superior Eleitoral declarou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reeleito após receber 64,2 milhões de votos no segundo turno, quase 4,5 milhões a mais que Flávio. Segundo o conteúdo divulgado, o resultado foi reconhecido pelo Judiciário brasileiro, por organismos internacionais e pela oposição, incluindo o PL.

Fonte original: Midiamax.

Links e documentos citados

Fonte: midiamax.com.br