Justiça determina manutenção da prisão de médico suspeito de feminicídio em Campo Grande

Justiça determina manutenção da prisão de médico suspeito de feminicídio em Campo Grande

O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, permanecerá preso, conforme decisão da Justiça de Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (4). O desembargador que havia autorizado sua soltura reverteu a decisão, após o médico ter passado 14 dias em liberdade.

João Jazbik é suspeito de feminicídio da esposa, Fabíola Marcotti, de 51 anos, ocorrido no dia 18 de maio. Ele foi preso pela primeira vez no dia 14 de agosto, quando a Polícia Civil concluiu que a morte não foi um suicídio.

Detalhes da prisão e defesa

O advogado de defesa do médico, José Belga Trad, criticou a decisão judicial, alegando que a prisão é ilegal e desnecessária, uma vez que seu cliente estaria cumprindo todas as determinações do tribunal. Trad afirmou que seu cliente não representa risco à ordem pública e que ele compareceu a todos os atos do processo.

O advogado indicou que irá recorrer da decisão que restabeleceu a prisão preventiva, afirmando que a lei veda essa medida com base apenas nas investigações.

Histórico de prisões

Esta é a terceira vez que o médico é preso. A primeira ocorrência foi no dia do crime, quando a polícia encontrou armas em sua residência sem registro e porte adequados.

Feminicídios em Mato Grosso do Sul em 2026

De acordo com registros, vários feminicídios ocorreram em Mato Grosso do Sul neste ano, incluindo o caso de Fabíola Marcotti. Casos notáveis incluem Joséfa dos Santos, assassinada em 16 de janeiro em Bela Vista, e Marta Florentino Godoi, assassinada em 23 de agosto em Aquidauana.

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Para mais informações sobre o caso, acesse: Justiça mantém prisão de médico suspeito de feminicídio.

Links e documentos citados

Fonte: primeirapagina.com.br