O cineasta Manish Maharjan, que também é piloto de drone, tem colaborado com equipes de resgate no Nepal para localizar pessoas desaparecidas após enchentes que ocorreram na última semana. Ele tem utilizado drones equipados com alto-falantes para chamar e tocar músicas para aqueles que estão ilhados nas encostas.
“Usamos microfones com alto-falantes para chamá-los. Em alguns lugares, até tocamos músicas e esperamos por uma resposta”, relatou Maharjan. Ele afirmou que essa estratégia ajudou em algumas situações a localizar as vítimas.
No entanto, as buscas têm sido desafiadoras devido ao difícil acesso aos locais e à falta de espaço nos túneis. Maharjan comentou: “Só consigo pilotar drones em túneis longos e retos. Quando há curvas, voltas ou ziguezagues, fica muito mais difícil operar e realizar buscas com eficiência.”
No dia 31 de agosto, no projeto hidrelétrico de Rasuwagadhi, ele conseguiu enviar um drone para inspecionar o interior do túnel, mas não encontrou nenhum sinal de vida. “Descobrimos que os túneis estavam cheios de lama, como pasta de dente em um tubo”, comparou.
Maharjan começou a trabalhar junto ao Exército do Nepal um dia após as enchentes repentinas, que ocorreram em 26 de agosto, resultando na morte de mais de mil pessoas e deixando milhares desaparecidas no Nepal e no Tibete.
As inundações, provocadas pelo colapso de uma geleira, causaram danos severos a infraestruturas essenciais, como estradas, edifícios, pontes e centrais hidrelétricas, evidenciando os crescentes riscos enfrentados na região dos Himalaias, que está aquecendo rapidamente.
Atualmente, pelo menos 900 trabalhadores estão desaparecidos em 12 projetos hidrelétricos que foram soterrados por lama e detritos, sendo que cerca de 500 deles acredita-se que estejam presos nos túneis das centrais.
Conforme Mohan Kumar Dangi, presidente da Associação de Produtores Independentes de Energia, alguns trabalhadores conseguiram pedir ajuda no momento do desastre. Contudo, não está claro se as equipes de resgate conseguiram estabelecer contato com os trabalhadores presos desde os primeiros pedidos de socorro.
Com o tempo, as equipes de resgate têm enfrentado crescentes dificuldades para localizar essas pessoas desaparecidas.
Fonte: midiamax.com.br

