Neste domingo (20), a primeira eleição parlamentar da Rússia desde o início da guerra na Ucrânia chega ao fim, praticamente sem oposição às políticas do presidente Vladimir Putin. A votação ocorre em um contexto em que as forças ucranianas lançaram mais de mil drones contra a Rússia, incluindo centenas em direção a Moscou.
Domínio do Kremlin e votação eletrônica
As autoridades russas incentivaram o voto eletrônico para aumentar a participação dos 111 milhões de eleitores aptos a votar. Esta eleição é a primeira a incluir moradores de quatro regiões ucranianas anexadas ilegalmente por Moscou, além da Crimeia, que já havia sido anexada em 2014.
Reações internacionais e irregularidades
Kiev denunciou a votação nas áreas sob controle russo como ilegal e pediu aos governos estrangeiros que não reconheçam o resultado. A União Europeia classificou a medida como uma violação do direito internacional. Além disso, o partido liberal Iabloko, que criticou a guerra, foi excluído da disputa por listas partidárias.
Expectativas e controle eleitoral
O Kremlin espera usar a eleição para demonstrar apoio popular à guerra e legitimar sua ofensiva. Observadores denunciam irregularidades, como o impedimento de representantes de partidos opositores de acompanhar a votação.
Resultados e futuro da Duma
Os resultados preliminares da eleição são esperados poucas horas após o encerramento da votação. O partido Rússia Unida deve continuar dominando a Duma Estatal, enquanto outros partidos menores da chamada “oposição sistêmica” devem preservar sua representação.
Links e documentos citados
Fonte: midiamax.com.br

