O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta-feira (27) que não pretende privatizar os Correios e que medidas serão tomadas para que a estatal saia da crise financeira em que se encontra. Durante uma sabatina promovida pela TV Globo, Lula destacou que a empresa enfrentou prejuízos de R$ 3,1 bilhões no primeiro semestre de 2026.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de privatização, o presidente apontou que a situação negativa dos Correios é uma realidade histórica, mas ressaltou a importância estratégica da empresa, que está presente em todos os municípios do Brasil. “Desde 1985, os Correios vivem crise e alguém quer privatizar os Correios. É uma empresa muito importante para o Brasil”, afirmou.
Lula também mencionou a necessidade de adaptação da estatal à nova realidade de concorrência com outras empresas do setor. Ele anunciou que será realizado um “enxugamento” nas contas da empresa, de acordo com as necessidades identificadas pelo governo. “A crise dos Correios é que não se adaptou aos novos tempos”, declarou.
Histórico financeiro dos Correios
Os Correios enfrentam uma grave crise econômica há vários anos. Em junho de 2022, a empresa registrou um resultado negativo de R$ 171,8 milhões, que cresceu para R$ 1,5 bilhão em 2023 e atingiu R$ 1,7 bilhão em 2024. Em 2025, o déficit foi de R$ 2,6 bilhões, e neste ano, o resultado negativo foi de R$ 1,5 bilhão.
Mudanças na liderança dos Correios
O governo Lula promoveu mudanças na presidência dos Correios no ano passado, nomeando Emmanoel Schmidt Rondon para o cargo, substituindo Fabiano Silva dos Santos. Desde então, houve a troca de alguns diretores e a elaboração de um plano de reestruturação que inclui o fechamento de agências e um plano de demissão voluntária.
Fonte: midiamax.com.br


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