A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (25) a Operação Presciência, com o objetivo de investigar irregularidades relacionadas à aplicação de R$ 1,2 milhão do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) em investimentos no Banco Master.
A operação ocorre um dia antes do aniversário de 127 anos da Capital e resultou no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em Campo Grande. A Justiça Federal também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.
Um dos alvos da investigação é a vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social, Camila Nascimento, que presidia o IMPCG na época do investimento. As medidas foram autorizadas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.
A investigação foi iniciada após um relatório de auditoria do Ministério da Previdência Social, que apontou possíveis falhas na aplicação dos recursos previdenciários. A Polícia Federal indicou que servidores envolvidos na decisão podem não ter seguido os procedimentos técnicos e administrativos necessários, o que pode ter exposto o patrimônio do regime previdenciário a riscos.
O inquérito investiga possíveis crimes de gestão temerária, corrupção passiva e corrupção ativa.
Ação na Secretaria Municipal de Assistência Social
Agentes federais chegaram por volta das 5h ao prédio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), onde recolheram materiais de diferentes salas. Informações indicam que os policiais solicitaram acesso aos ambientes e teriam avisado que poderiam arrombar as portas caso não fossem atendidos.
Entre os locais acessados estava o gabinete de Camila Nascimento. Após a crise envolvendo o Banco Master, a secretária prestou esclarecimentos à Câmara Municipal, alegando que não considerava a aplicação um risco, apesar de alertas sobre a instituição financeira.
Situação atual dos recursos
O atual presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, afirmou anteriormente que os R$ 1,2 milhão poderiam ser recuperados em até três meses após ações judiciais para bloquear os pagamentos. Quase um ano depois, no entanto, o dinheiro ainda não retornou aos cofres do instituto.
A reportagem também apurou que aposentados e pensionistas municipais que contrataram empréstimos vinculados ao Banco Master continuam tendo os valores descontados diretamente de seus benefícios. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou a identidade de todos os investigados nem detalhou os materiais apreendidos durante a operação.
A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que se manifestará sobre a ação após ter acesso aos detalhes da investigação.
Fonte: fatosregionais.net.br


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