O podcast Agro de Primeira desta semana apresenta uma discussão sobre a pitaya, conhecida como a “fruta do dragão”, que mostra promissor potencial para a agricultura familiar em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Em entrevista, a pesquisadora Adriana de Castro Correia, coordenadora do curso de agronomia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) e especialista em pitaya, compartilha insights sobre o cultivo da fruta, que está ganhando destaque no Brasil.
Cultivo e Variedades de Pitaya
A pitaya se destaca por sua versatilidade e pode ser cultivada em diversas regiões do Brasil. A fruta, que tem origem nas Américas, deixou de ser uma cultura de quintal para se tornar uma opção comercial viável desde a década de 1990.
Entre as variedades mais importantes estão a pitaya rosa, branca e amarela, cada uma com características específicas de sabor e benefícios nutricionais. A pitaya rosa, por exemplo, é rica em licopeno, enquanto a pitaya amarela apresenta um sabor levemente ácido.
Crescimento da Produção de Pitaya
Dados do IBGE mostram um crescimento significativo na produção de pitaya no Brasil, que passou de 1,5 mil toneladas em 2017 para uma estimativa de 5 mil toneladas em 2022. Projeções indicam que a produção pode alcançar 20 mil toneladas em 2025-2026.
No Mato Grosso, a colaboração entre a Empaer e a Embrapa Cerrados resultou em um aumento da produção, superando 500 toneladas. Em Mato Grosso do Sul, cidades como Alcinóplis, Naviraí e Terenos estão começando a investir na produção da fruta, embora a quantidade ainda seja considerada pequena.
A Pitaya como Opção para Pequenos Agricultores
Adriana de Castro ressalta que, devido à sua adaptabilidade às condições climáticas e de solo, a pitaya se torna uma excelente opção para pequenos agricultores. A fruta não requer solo profundo e pode ser cultivada em áreas que não são adequadas para outras culturas.
Apesar da necessidade de colheita e poda manual, o cultivo da pitaya pode ser benéfico para a mão de obra familiar, retendo trabalhadores nas propriedades.
