O cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi preso novamente na tarde desta quinta-feira (3) em Campo Grande, após 14 dias em liberdade. Ele é réu pelo feminicídio da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos. O crime ocorreu em 18 de maio de 2026, mas a primeira prisão do médico aconteceu apenas em 14 de agosto deste ano.
A Polícia Civil concluiu que a vítima não se suicidou, o que levou à primeira detenção do cardiologista. Desde então, João Jazbik era o único entre os 21 investigados pelo crime que aguardava o andamento do processo em liberdade. Atualmente, 20 homens e uma mulher estão presos por feminicídio, enquanto um suspeito está foragido e três se suicidaram na data do crime.
Detalhes do Caso
A decisão de revogar a liberdade de João Jazbik foi tomada pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Seis dias após sua prisão, uma decisão do desembargador Emerson Cafure, da 1ª Câmara Criminal, havia permitido que o médico fosse solto sem o uso de tornozeleira eletrônica. Agora, ele será levado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Esta é a terceira vez que o médico enfrenta detenção. A primeira aconteceu no dia do crime, quando a polícia encontrou armas em sua residência, que estavam sem registro e porte.
Investigação em Andamento
A reportagem buscou contato com a defesa do cardiologista, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O caso de João Jazbik é um dos mais destacados entre os 25 feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul em 2026.

Links Importantes
Para mais informações sobre os casos de feminicídio em Mato Grosso do Sul, acesse os links abaixo:
Dos 20 presos por feminicídio, só um responde em liberdade
Ministério Público denuncia cardiologista por feminicídio e outros 3 crimes
Médico suspeito de matar fisioterapeuta ganha liberdade
Links e documentos citados
Fonte: primeirapagina.com.br

