O laudo do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) concluiu que a fisioterapeuta Fabíola Marcotti não cometeu suicídio. Ela foi encontrada morta em 18 de maio, em uma residência no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande.
Desde o início, as investigações consideravam as hipóteses de feminicídio ou suicídio. O cardiologista João Jazbik Neto, marido de Fabíola, é o principal suspeito e havia alegado inicialmente que sua esposa tirou a própria vida.
O laudo revelou que Fabíola morreu devido a traumatismo craniano provocado por disparo de arma de fogo. A perícia não encontrou evidências de tiro a curta distância nem marcas do cano da arma, descartando a possibilidade de suicídio. Além disso, foram identificados pontos de entrada e saída do tiro e hematomas em outras partes do corpo.
João Jazbik foi preso no dia da morte de Fabíola por posse de armas sem registro, mas em 23 de maio a Justiça concedeu prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. O caso está com a 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que julga homicídios e feminicídios.
A defesa de Jazbik informou que o laudo ainda não foi anexado aos autos e que o inquérito continua. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) não retornou os contatos da reportagem.

