O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, pelo feminicídio de sua esposa, Fabíola Marcotti, de 51 anos. O crime ocorreu no dia 18 de maio, na residência do casal, localizada no bairro Chácara dos Poderes, em Campo Grande.
Apesar das conclusões da Polícia Civil, que indicaram que João matou Fabíola, ele permanece em liberdade, conforme decisão da Justiça de MS. A promotoria enfatizou que o relacionamento entre os dois era marcado por violência psicológica, com total controle por parte do médico.

Circunstâncias do Crime
Na data do crime, a perícia encontrou um móvel que havia sido movido, além de armas que foram retiradas do local por funcionários do médico, a pedido dele. O laudo necroscópico revelou que Fabíola morreu devido a traumatismo cranioencefálico causado por um projétil de arma de fogo, além de ter sido agredida fisicamente.
A denúncia alega que o feminicídio ocorreu em razão da condição de gênero feminino da vítima, caracterizando violência doméstica. A promotoria também destacou que João dificultou a defesa da vítima, que foi atingida por golpes que a fizeram cair antes do disparo fatal.

Outras Denúncias e Armas Apreendidas
Além do feminicídio, João Jazbik foi denunciado por violência psicológica, fraude processual e posse ilegal de armas de fogo. Foram apreendidos diversos armamentos em sua residência, incluindo um revólver calibre .357 e um fuzil calibre .7,62.

Após a conclusão da Polícia Civil sobre o feminicídio, um mandado de prisão foi expedido, mas João foi liberado temporariamente. A Justiça de Mato Grosso do Sul agora avaliará a denúncia e decidirá se João se tornará réu pelos crimes imputados.
Contexto Atual
Agosto de 2026 já é considerado o mês mais letal para mulheres na história de Mato Grosso do Sul. Com a crescente preocupação em torno dos feminicídios, a sociedade aguarda uma resposta efetiva das autoridades sobre os casos de violência contra a mulher.
Links e documentos citados
- Ministério Público de Mato Grosso do Sul
- Desse total, somente João Jazbik Neto segue em liberdade, enquanto um segue foragido e outros três morreram à época dos fatos.
- Agosto de 2026 já é o mais letal para mulheres da história de MS
- Autor do 24° feminicídio é preso e filha de cinco anos resgatada
- Clique aqui e faça a denúncia
- Campo Grande
- MPMS
- TJMS
Fonte: primeirapagina.com.br


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