Médico é denunciado por feminicídio e outros crimes em Campo Grande

Médico é denunciado por feminicídio e outros crimes em Campo Grande

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, pelo feminicídio de sua esposa, Fabíola Marcotti, de 51 anos. O crime ocorreu no dia 18 de maio, na residência do casal, localizada no bairro Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Apesar das conclusões da Polícia Civil, que indicaram que João matou Fabíola, ele permanece em liberdade, conforme decisão da Justiça de MS. A promotoria enfatizou que o relacionamento entre os dois era marcado por violência psicológica, com total controle por parte do médico.

Fabiola Marcotti vítima de feminicídio, era fisioterapeuta e tinha 51 anos. (Foto: Redes Sociais)
Fabiola Marcotti vítima de feminicídio, era fisioterapeuta e tinha 51 anos. (Foto: Redes Sociais)

Circunstâncias do Crime

Na data do crime, a perícia encontrou um móvel que havia sido movido, além de armas que foram retiradas do local por funcionários do médico, a pedido dele. O laudo necroscópico revelou que Fabíola morreu devido a traumatismo cranioencefálico causado por um projétil de arma de fogo, além de ter sido agredida fisicamente.

A denúncia alega que o feminicídio ocorreu em razão da condição de gênero feminino da vítima, caracterizando violência doméstica. A promotoria também destacou que João dificultou a defesa da vítima, que foi atingida por golpes que a fizeram cair antes do disparo fatal.

20 das 24 vítimas de feminicídio em MS em 2026 (Foto: rede social/reprodução)
20 das 24 vítimas de feminicídio em MS em 2026 (Foto: rede social/reprodução)

Outras Denúncias e Armas Apreendidas

Além do feminicídio, João Jazbik foi denunciado por violência psicológica, fraude processual e posse ilegal de armas de fogo. Foram apreendidos diversos armamentos em sua residência, incluindo um revólver calibre .357 e um fuzil calibre .7,62.

Selo Basta
Médico cardiologista João Jazbik Neto, na residência onde o feminicídio ocorreu (Foto: William Guedes)

Após a conclusão da Polícia Civil sobre o feminicídio, um mandado de prisão foi expedido, mas João foi liberado temporariamente. A Justiça de Mato Grosso do Sul agora avaliará a denúncia e decidirá se João se tornará réu pelos crimes imputados.

Contexto Atual

Agosto de 2026 já é considerado o mês mais letal para mulheres na história de Mato Grosso do Sul. Com a crescente preocupação em torno dos feminicídios, a sociedade aguarda uma resposta efetiva das autoridades sobre os casos de violência contra a mulher.

Links e documentos citados

Fonte: primeirapagina.com.br

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