O Ministério Público do Trabalho (MPT) revelou que os trabalhadores Willian Douglas Souza Cabral, de 39 anos, e Joel da Silva Oliveira, de 40, que faleceram em um desabamento durante a construção de um supermercado em Campo Grande, não estavam registrados em carteira. O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira (4), no bairro Aero Rancho.
Circunstâncias do acidente
Segundo informações do MPT, a estrutura desabou enquanto os trabalhadores estavam na parte mais alta, a cerca de 14 metros do chão. Outros dois funcionários que trabalhavam na obra também ficaram feridos e estão internados na Santa Casa de Campo Grande.

Alegações do MPT
O procurador do Trabalho, Douglas de Moraes, afirmou que além da falta de registro, os trabalhadores não passaram pelo processo de integração de segurança, que é fundamental para que estejam cientes dos riscos. “Isso não salvaria a vida deles, mas protegeria as compensações que o sistema previdenciário oferece para os familiares”, disse.
Responsabilidade da empresa
A empresa responsável pela obra deverá ser responsabilizada, uma vez que, além das mortes, outros trabalhadores também se feriram. O MPT irá investigar se houve intencionalidade na ocorrência do acidente, o que poderia agravar a responsabilidade da empresa.

Próximos passos
As apurações do MPT incluem a busca por indenizações para as vítimas e seus familiares, além de medidas administrativas e, se necessário, ações criminais. O procurador destacou a importância de esclarecer as falhas no processo de segurança para evitar que tragédias como essa se repitam.
Mais informações
Para uma cobertura completa do acidente, consulte as matérias relacionadas: Supermercado em construção desaba e mata duas pessoas e Câmera registrou desabamento de estrutura que matou dois.
Links e documentos citados
Fonte: primeirapagina.com.br

